Um blogue novo, não um novo blogue

Não se confundam não! Permito-me parafrasear o presidente da nova entidade bancária galega para anunciar que ponho este blogue a serviço da Galiza, embora a Galiza não vá ler este blogue. Ainda ser um novo blogue novo, e tenho pensado dedicar mais espaço à minha produção literária, mas vou resgatar a primeira entrada do velho Nuvem, assim como algumha outra entrada que considero importante manter.

Eis a primeira entrada:

«A imposição»

Eu sou castelhano-falante, criei-me em castelhano, abofé que aprendim galego na escola mas como a maior parte de castelhano-falantes deste meu país, ignorei toda a minha vida o facto de conhecer esta língua. Simplesmente nunca o pensara detidamente, nunca pensara nas consequências nem nos porquês de falar umha língua ou outra.

Eu como castelhano-falante, sempre tivem a minha vida feita, pois a minha língua não causa problema nenhum na vida diária. Se falo com alguém, uso o castelhano; se preciso de comprar algo, uso o castelhano; a sinalização, em castelhano; as lojas, os produtos, em castelhano.

Eu como castelhano-falante, tenho ao meu dispor dúzias de canais na televisão, qualquer filme que eu quiser, qualquer vídeo-jogo, qualquer livro.

Eu como castelhano-falante posso chegar a qualquer lugar de fala galega a falar castelhano… E não se passa nada!

Acho engraçada a ideia do galego estar imposto quando nenhum, e quando digo nenhum é literalmente nenhum, galego-falante pode ter acesso à totalidade das devanditas sortes, que tem qualquer castelhano-falante da Galiza, na sua língua.

Acho também, neste sentido, problemática a ideia folclorista de ser o galego uma cor (de)mais no abano cultural espanhol. O “o galego está bem aprendê-lo, mas o espanhol é mais importante e necessário”. Justificando assim o ensino da língua própria da Galiza como umha mera cessão do benevolente Reino de Espanha.

Na verdade, os benevolentes teríamos de ser nós próprios a permitir o estudo e amparo da língua castelhana no nosso território… Mas isso é apenas umha de tantas Utopias a se desfazer na altura de alcançá-la.

 

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